“I see dead people”. Essa famosa frase do cinema, dita em “O Sexto Sentido”, bem que poderia ter saído da boca de Michael Holt, o protagonista de “A Gifted Man”, série que estreia nesta quinta-feira (3), no Universal Channel, às 23 horas.
Holt (Patrick Wilson), como já diz a frase do início do texto, passa a ver pessoas mortas. Renomado neurocirurgião, o médico começa a série operando seu melhor amigo e cuidando para que ele obedeça a todas as suas recomendações. Dono de uma clínica, ele opera pacientes importantes e tem sua agenda organizada pela secretária, Rita (Margo Martindale). Sua vida não podia ser melhor até que ele se encontra com Anna (Jennifer Ehle), sua ex-mulher, que não via há muito tempo. Os dois jantam e, no dia seguinte, Holt tenta encontrar um jeito de falar com a ex novamente. Ele, então, liga para a clínica onde ela trabalha e descobre que Anna estava morta há duas semanas.
Atordoado com a descoberta, ele conta à irmã, Christina (Julie Benz), sobre a visão que teve com Anna. Christina tenta fazer com que Holt acredite que ver pessoas mortas é um dom, mas ele, com sua racionalidade científica, passa a buscar razões plausíveis para o que aconteceu. Holt faz exames para se convencer de que sua visão pode ser originada por alguma causa médica, até que ele vê Anna novamente e ela pede que ele vá até a clínica que ela trabalhava e acesse seus arquivos no computador, protegidos por uma senha. Após conseguir ajudar a ex-mulher e, ainda com medo de suas visões, ele procura Anton (Pablo Schreiber), um xamã que promete ajudá-lo a se livrar do espírito de Anna.
“A Gifted Man” teve um bom primeiro episódio, com uma história bem amarrada e que deixa o telespectador curioso para o próximo capítulo. O texto é bom, mas o grande destaque fica por conta das atuações. Patrick Wilson e Jennifer Ehle estão muito bem, especialmente na cena em que o xamã tenta fazer com que o espírito dela parta e deixe Holt em paz. Mas, quem chama atenção no episódio é Margo Martindale. A atriz já tinha feito uma bela participação na série “Hung” e, agora, volta com uma personagem secundária, mas bem defendida pelo talento dela.
O conflito entre a racionalidade de um médico e a espiritualidade pode render bons frutos para “A Gifted Man”. É, com certeza, uma dessas novas séries que vale a pena conferir. Espero que Michael Holt continue vendo gente morta.
